LOGÍSTICA - LUCRO OU PREJUÍZO?
- Fernande Luciano

- 23 de fev. de 2019
- 2 min de leitura
Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto Custo vem cada vez mais assumindo uma importância significante na busca frenética das empresas por maior eficiência e produtividade. Porém, ao objetivarem a redução de custos, as empresas vêm focando no tradicional custo do produto e se esquecem, ou dimensionam mal os Custos relacionados à Logística.
Só para que se tenha uma ideia, este tipo de custo em geral assume a segunda posição em termo de valores, só perdendo para o próprio custo da mercadoria, porém, em alguns casos, os Custos Logísticos são até maiores do que o próprio custo do produto, como no caso do sal. Portanto, saber identificar e mensurar esse tipo de custo, pode muitas vezes significar a própria existência da empresa.
Quando falamos em Custos Logísticos, a primeira ideia que vem na cabeça é o Custo com Frete ou Transportes. Apesar destes serem o mais significativos, os Custos Logísticos não se resumem somente a isso. Podemos identificar Custos na armazenagem, nos Estoques, no Processamento de Pedidos e é claro no Transporte.
Um caso clássico é o Custo de Oportunidade. Apesar de ser chamado de Custo, na verdade o que ocorre é que a empresa deixa de ganhar com juros financeiros imobilizando o capital em estrutura (armazém, paletes e estruturas de armazenagem), máquinas e equipamentos (empilhadeiras e esteiras), veículos (caminhões), etc.
Na moderna concepção do Gerenciamento da Cadeia de Suprimento, os Custos Logísticos devem ser bem dimensionados e controlados. Se antigamente a concorrência se resumia somente entre as empresas, hoje, essa concorrência se dá entre as cadeias produtivas. Se antes a concorrência era entre a “Ford e Volkswagen”, hoje a concorrência se dá entre a Cadeia Produtiva da Ford e a Cadeia Produtiva da Volkswagen. Será mais competitiva aquela que apresentar maior Qualidade e menor preço para o consumidor.

Uma estratégia para mitigar os custos na cadeia de suprimento e acelerar os processos de produção e qualidade adotado pela Ford na planta de Camaçari-BA, foi levar para as suas instalações, seus fornecedores, esses, por sua vez, produzem dentro da “planta” da Ford, uma vez feito isso, a montadora conseguiu melhorar o TRANSIT-TIME, reduziu as despesas com a logística e aumentou a capacidade de produção, depois dessa estratégia, outras montadoras de automóveis também adotaram o mesmo formato, a exemplo, podemos citar a Nissan do Brasil, em sua planta na cidade de Resende-RJ e a FCA em sua “planta” de Goiana-PE, eles fizeram a mesma coisa que a Ford.
Em resumo, a cadeia de distribuição contribui muito na formação dos preços dos produtos e na saúde do negócio, para isso, ela deve ser bem gerenciada, pois, se não houver um planejamento preciso, poderá acarretar em grandes prejuízos e falta de competitividade podendo levar a empresa a falência.
fernandesluciano.com


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